Prezados amigos e amigas,
Com muito prazer convido para a abertura de minha exposição individual no Paulistano, nesta quinta, dia 1/3/12, as 19 horas.
Para os não associados ao Club, basta imprimir este convite e apresentar na recepção.
Coto com voce...Um grande abraço,
Percival Tirapeli
|

|
Solo Pátrio - Territórios da Cor
Exposição de Percival Tirapeli
Solo Pátrio – Territórios da Cor é uma série de pinturas em acrílico sobre telas que o artista – professor de artes visuais e pesquisador de história da arte da Universidade Estadual Paulista - vem desenvolvendo nos dois últimos anos. Além de formas e referenciais da história da pintura, a bandeira brasileira entra em cena com suas formas geométricas desenhadas por Jean-Baptiste Debret logo após a proclamação da Independência. Na República, a continuidade das formas rígidas foi conservada, suprimindo-se as formas orgânicas dos ramos de café e de tabaco, e aquelas do reino de Portugal, pelo círculo e o dístico positivista. Tirapeli decidiu apropriar-se das linhas geométricas e das cores para expandir o sentido do símbolo - pleno de possibilidades pictóricas.
Solo Pátrio une a paixão pela mistura das cores ao acaso, já presente nas mais recentes exposições do artista, às linhas que seguram a firmeza do valor simbólico proposto pelas regras da heráldica. As linhas retas do fundo compositivo permitem às pinceladas largas com manchas transparentes multiplicarem-se ad infinitum na superfície do campo pictórico. Como Wassily Kandinsky preconizou a liberdade das pinceladas, ainda no início do século modernista, e inventou a pintura pela pintura abstrata emocional logo racionalizada por Piet Mondrian, a abstração tomou novos rumos e firmou-se na História da Arte - até Jackson Pollock abolir as pinceladas e mesmo o eixo das composições.
Nestes sentidos de liberdade, Solo Pátrio e Territórios da Cor se unem de tal maneira que poderiam formar uma grande sinfonia colorística segura por linhas tais como pentagramas matemáticos sustentando a leveza da cor e a transparência da técnica aguada com acrílica, à maneira de um primo pensiero esboçado com aquarela.
A série de pequenos formatos – 50 cm x 70 cm – evoca de maneira abstrata as estações do ano, a profundidade das águas frias oceânicas, os verdes campos perdidos nos mares de morros ou ainda lembranças das cores brasileiras. Os pequenos formatos, se justapostos, evocam a bandeira brasileira, amada porém maltratada, com seus verdes esmaecidos e rasgos que lembram as devastações de nossas matas. Outros apontam para nossos mares profundos com azuis em ondas diluídas em águas abissais.
A exposição confirma a maturidade artística do artista de novos mídias daqueles anos 70 – heliogravuras, xerografia, arte conceitual - quando participava do intenso movimento paulistano de galerias de arte, passando pela presença em duas Bienais de São Paulo, e de prêmios como o da Bienal de Gravura de La Paz, Bolívia, ou o Salão de Artes de Santo André, no final dos 80. Na última década do século modernista dedicou-se ao ensino superior no Instituto de Artes da Unesp, agora titular em História da Arte Brasileira e autor de 18 livros - particularmente sobre o barroco brasileiro. É esse olhar de profundo conhecedor da arte, da composição, da cor, da técnica – aliado à emoção e beleza, que ele transfere agora para as telas com pintura em tinta acrílica.
|
 |
|
Legado artistico y la expulsión de la Compañía de Jesús en Brasil
Encuentro Internacional: La expulsión de la Compañía de Jesús de Iberoamérica.
Museo Nacional del Virreinato de la ciudad de Tepotzotlán en el Estado de México / Instituto Nacional de Antropología e Historia
Prof. Dr. Percival Tirapeli
Apoyo Fundación para el Desarrollo de la UNESP Fundunesp
para ler o texto na íntegra - clique aqui
|
|