ARTE INDÍGENA

Como é o caso nos outros volumes, apresenta os conteúdos em tempos e espaços dinâmicos desde o início daquelas manifestações até o momento atual. A arte rupestre se perde em tempos memoráveis da pré-história e são muitos os sítios arqueológicos nos quais se encontram as pinturas ou gravações em rochas.

Das civilizações pré-cabralinas de que temos notícias, graças aos arqueólogos e aos artefatos cerâmicos das culturas Marajoaras e de Santarém são os mais conhecidos. Aqui são representados e analisados aqueles como urnas funerárias e vasos.

Sabemos que a ARTE INDÍGENA é viva e que são muitos os povos que a tornam presentes sob as formas da cerâmica, plumária, cestaria e a pintura corporal.

A ARTE INDÍGENA foi admirada desde os primeiros tempos do Descobrimento tanto assim que a levaram para a Europa. São máscaras e objetos da arte plumária como os mantos dos índios tupinambás que estão nos acervos daqueles museus. Os artistas renascentistas que viram tais artefatos os representaram em gravuras e pinturas. No século 19 os índios foram desenhados pelos artistas cientistas que percorreram todo o Brasil na tentativa de classificar os povos e documentar seus hábitos. No século 20 os índios foram representados pelos artistas modernistas e até a contemporaneidade são temas das artes apontando suas belezas ao lado das dificuldades de sobrevivências, desde a época do Descobrimento. Enfim, a arte rupestre percorre um tempo desde os primórdios do homem nas terras americanas, mais tarde denominado de indígena, e sobrevive até os momentos atuais.