ARTE POPULAR

É o quinto volume, e celebra a diversidade das manifestações artísticas do povo brasileiro. Procuramos mostrar aos jovens o que é a arte popular e o folclore que abrange os estudos das atividades populares.

São apresentados de forma clara os meios utilizados, como madeira e o barro para serem feitos os trabalhos de marcenaria, ou de escultura -  como é o caso dos figureiros e paneleiras. O emprego certo das madeiras ou o cozimento da cerâmica fazem parte desse universo da sabedoria popular cuja prática é transmitida de pai para filho. A comercialização do artesanato é fundamental para a economia de famílias em regiões como o Vale do Jequitinhonha (MG), ou mesmo de cidades como Juazeiro do Norte (CE).

Em cada região é utilizado um material nela mais abundante, como madeira, sementes, palha, facilitando a confecção dos objetos. A cerâmica utilitária está presente em praticamente todo país. São as paneleiras que fazem as louças para o uso diário -quase sempre feitas por mulheres. Os homens ou a família toda trabalham nas figurinhas de animais ou grupos escultóricos que representam em geral atividades agrícolas. No Pernambuco, destacamos mestre Vitalino e agora sua família fazendo as figuras na cidade de Caruaru. As figureiras do Vale do Jequitinhonha sustentam suas famílias com o fabrico de potes, bonecas, bichos e tipos populares como mulheres noivas.

Outra atividade que se origina nos tempos coloniais é a do artesão que faz os ex-votos, sejam eles em madeira ou pintura. A madeira é ainda utilizada para se fazer as xilogravuras que ilustram as histórias ou contos da literatura de cordel que são vendidos nas feiras populares.

Já apontamos a importância dos indígenas na cerâmica; também os negros africanos, presentes em todo Brasil, mas com maior ênfase no Nordeste, são exímios artífices de madeiras e metais. Trouxeram da África a tradição das figuras, quase ausente entre os indígenas, e esculpem animais africanos como leões e seus deuses orixás da religião do candomblé.

O diálogo entre as artes populares e artes concebidas nos ensinos institucionalizados é permanente e saudável. Ambas se alimentam nas mesmas fontes e ou entre si para novas criações. Assim temos artistas eruditos buscando seus temas e técnicas nas xilogravuras populares, nos materiais para instalações apresentadas em museus.