XEROGRAFIA
 

A xerografia para mim não foi apenas um meio mas um fim em si. De projetos artísticos desenvolvidos passou hoje para programação didática. Sem este meio, dificilmente teria criado condições de desenvolver tantos projetos e participações tão freqüentes.
Com este meio pude fazer as individuais de Roseira(1975), Brasília(1978), São Paulo(1979-1981), e São Luís(1986).

O primeiro projeto desenvolvido foi "Encarna/Encarde" exposto em Piracicaba(1975). Neste projeto utilizava objetos como elementos de composição. Na exposição de Brasília, denominada Arte e Sociologia, por Hugo Auler, o xerox é o fim em si ora como gravura ora como desenho ou pintura, trabalhados durante o processo de fixação da imagem. Na exposição do MAC/USP(1981) expus uma série que conservo intacta até hoje, "Homem, Ponto Fora do Plano da Linha". Nesta série, as montagens são importantes e os elementos como linhas e barbantes são reais e xerografados.


A experiência com xerox colorido em Toronto, Canadá, foi frutífera, pois a maioria do xerox colorido que aqui circula é cópia de slides. Fiz uma série de paisagens mecânicas trabalhando com o reforço ou subtração das cores.

Como meio, utilizei muito o xerox na série "Amolação Interrompida" para obter efeitos de retardamento de tempo. No projeto de "Procedimentos Artísticos", no qual trabalho com reproduções de gravuras renascentistas, o xerox foi o meio de ampliação para obtenção das matrizes.

Na XX Bienal Internacional de São Paulo, participei com alunos do projeto de eletrografia com trabalhos simultâneos de alunos dos Estados Unidos e Espanha.

HELIOGRAFIAS
 

 

A heliografia e xerografia foram meios que tive em mãos como instrumento técnico de trabalho. Em 1975 realizei os primeiros painéis "Morte e Luto", com apropriações de imagens de Munch.

A série "Auto - Retrato"(1976) no total de cinco, foi exposta na Bienal Nacional e no 1º Salão Campolimpense de Arte, onde obteve Menção Honrosa. Foi porém na individual "Heliogravuras" no MAC/USP que pude expor várias séries de grandes formatos como "Tortura Azul", "Déficit Mental" e "Food Bala". Nesta última, viam-se jogadores de futebol correndo nos corredores do Museu de Arte Sacra de São Paulo (1980).

A série "Migrante" foi premiada na Bolívia e para lá enviei uma série em 1984, iniciando a série "Amolação Interrompida".

Participei ainda de exposições de Arte e Tecnologia, no Brasil e depois itinerante pela Europa.


As possibilidades expressivas da heliografia são imensas, principalmente no que diz respeito a criação de ambientações, grandes formatos de impacto visual. Porém sua alteração química dificulta seu manuseio, e depois da proibição da importação de papel quimicamente preparado, a qualidade de suporte diminuiu e o meio deixou um pouco de seu atrativo.